Cor vira ferramenta de humanização em hospitais

  • 29/07/2026
(Foto: Reprodução)
A cor tem um papel que vai muito além da estética quando o assunto é ambiente hospitalar. Ela pode acalmar, acolher, distrair uma criança em tratamento ou simplesmente tornar um corredor menos hostil para quem passa ali por horas, dias ou meses. Antes de qualquer discussão sobre marca ou instituição, o que está em jogo é justamente esse efeito prático da cor sobre quem vive o espaço de cuidado no dia a dia, seja paciente, acompanhante ou profissional de saúde. Esse efeito, no entanto, não se resolve apenas com a escolha de um tom mais vibrante ou mais suave. Ele envolve uma combinação entre percepção emocional e exigência técnica: a cor precisa acolher, mas a tinta também precisa proteger a superfície, resistir à limpeza frequente e durar mais tempo em ambientes de saúde, como é o caso de hospitais. Eduardo Bathke, diretor-geral da Tintas Verginia, resume bem essa dualidade ao explicar como esse tipo de projeto costuma chegar até a empresa. "Quando as pessoas procuram a gente, elas já procuram com muita expectativa da cor. De fato, em alguns casos a gente precisa de mais cor, mais energia, mais felicidade, mais alegria. Em outros, tons que tranquilizam e acalmam", afirma o executivo. Eduardo Bathke, diretor-geral da Tintas Verginia, resume bem essa dualidade ao explicar como esse tipo de projeto costuma chegar até a empresa. "Quando as pessoas procuram a gente, elas já procuram com muita expectativa da cor. De fato, em alguns casos a gente precisa de mais cor, mais energia, mais felicidade, mais alegria. Em outros, tons que tranquilizam e acalmam", afirma o executivo. Ele lembra, porém, que há também demandas menos visíveis, mas igualmente importantes: "Há casos de limpeza, casos técnicos, casos de manutenção, de infiltração e higienização. Então o papel da tinta não está apenas em dar cor." O que entra na conta técnica de um ambiente hospitalar Ambientes de cuidado têm exigências específicas que vão além da escolha de tom. Entre os fatores considerados nesses projetos estão: Impermeabilização, especialmente em áreas externas e muros expostos a chuva e umidade; Tintas com maior durabilidade e menor necessidade de manutenção, reduzindo a frequência de repintura em espaços de grande circulação; Acabamentos como o semibrilho, que facilitam a limpeza e a higiene de superfícies tocadas com frequência; Soluções antibacterianas, pensadas para reduzir a proliferação de microrganismos em ambientes de saúde; Resistência ao desgaste, relevante em paredes e muros que sofrem com o tempo e a exposição. Esse tipo de demanda técnica orientou, por exemplo, uma revitalização de muro em uma instituição de saúde em Curitiba, onde o desafio não era estético, mas estrutural: proteger uma superfície desgastada e evitar novos danos com o tempo. "Participamos recentemente da revitalização do muro numa parte não tanto com cor, mas com proteção, porque era um muro que estava corroído, esfarelando. Então houve um processo de impermeabilização e, para isso, trouxemos parceiros técnicos dessa área, não só de cor", relata Bathke. Ele explica que a ação aconteceu por meio do Instituto Verginia, que é o braço social da Tintas Verginia, responsável por organizar doações, apoios, parcerias e patrocínios que a empresa mantém com hospitais e outras instituições. Quando o desenho da criança vira mural Um dos exemplos mais marcantes da atuação do Instituto Verginia envolveu a revitalização de fachadas de um hospital pediátrico de Curitiba, com oficinas de desenho conduzidas junto a crianças atendidas pela instituição ao longo de vários meses. Os desenhos produzidos nessas oficinas serviram de base para murais aplicados posteriormente nas paredes e fachadas do local. "Foram vários workshops de desenho com as crianças, ao longo de vários meses. Depois esses desenhos e essas histórias foram aplicadas nos muros e paredes do hospital", descreve Bathke. Segundo ele, o projeto nasceu de uma aproximação direta com artistas parceiros - André Mendes e Tom +Amor - que já vinham desenvolvendo trabalhos culturais na região. "Temos esse relacionamento com a comunidade local e com os artistas que necessitam de apoio a projetos. Nesse caso, eles já tinham uma estrutura para tocar o projeto e entramos com doação e recursos", conta o diretor-geral. A proposta ajudou a transformar um espaço tradicionalmente associado à ansiedade e tratamento em um cenário que também acolhe a criatividade infantil, unindo produto, conhecimento técnico e disposição da Verginia para somar forças com quem já estava à frente da iniciativa. Crianças atendidas pelo Hospital Pequeno Príncipe participaram de oficinas de desenho ao lado dos artistas responsáveis pelo projeto. tomamor.com.br Uma rede de parcerias que vai além de um único projeto A atuação em ambientes de saúde não se limita a um caso isolado. Ao longo do tempo, o Instituto Verginia também apoiou reformas de maior porte em outras instituições, entrando como parceira complementar em projetos coordenados por construtoras e organizações locais. Esse modelo reforça algo maior do que uma ação pontual: a Verginia constrói, com o tempo, uma rede ampla de parcerias, somando forças em cada frente para que projetos de grande porte cheguem a resultados que dificilmente aconteceriam com a atuação de uma única organização. Segundo Bathke, não existe um formato único aplicado a todos os casos de apoio a hospitais: "O apoio ocorre por meio de leis de incentivo, recursos financeiros, patrocínio, doação de produtos, apoio técnico, parceria com artistas e construtoras, e mão de obra voluntária. Não há um único formato: cada projeto é avaliado conforme sua necessidade e estrutura." Essa variedade reflete a própria natureza dos pedidos: um hospital em reforma estrutural tem demandas diferentes de uma instituição que busca apenas revitalizar um espaço de convivência com cor e acolhimento. Divulgação. Por trás da tinta, um braço social estruturado Eduardo Bathke explica que o Instituto Verginia nasceu para dar estrutura a uma prática que a empresa já mantinha havia anos. "O Instituto foi criado como uma forma de profissionalizar as doações, apoios, parcerias e patrocínios que a gente já fazia para instituições, sejam escolas, ONGs, hospitais ou comunidades de bairro", afirma o executivo. O Instituto funciona como extensão prática do posicionamento de ESG (governança ambiental, social e corporativa) adotado pela companhia. "Dentro do ESG, a gente tem a parte ambiental, a parte social e a parte de governança. O Instituto atua nas três áreas", detalha Bathke. Além de saúde e bem-estar, são focos contínuos do Instituto: cultura, educação e desenvolvimento comunitário. Da doação pontual à governança da cor no Instituto Verginia A diferença entre uma doação isolada e a atuação de um instituto estruturado está, principalmente, na continuidade. Quando uma empresa apoia um projeto sem processo definido, o relacionamento tende a se encerrar na entrega do produto ou do recurso. Já no modelo adotado pela Tintas Verginia, existe acompanhamento, critérios de seleção e possibilidade de novas fases de apoio e manutenção ao longo do tempo. Os caminhos pelos quais o apoio a instituições de saúde acontece são variados: Leis de incentivo, como a Lei Rouanet, a Lei do Esporte, a Lei do Idoso e legislações ligadas à criança e à saúde, que permitem destinar parte de recursos tributáveis a projetos culturais e sociais; Patrocínio direto, quando a empresa entra como apoiadora financeira de uma iniciativa já estruturada por outra organização; Doação de produto, com o fornecimento de tinta para revitalizações e reformas; Apoio técnico, incluindo orientação sobre preparo de superfície, impermeabilização, tipo de acabamento e manutenção; Parcerias com artistas e construtoras, unindo expertise criativa ou técnica de terceiros ao suporte da Verginia; Mão de obra voluntária, com equipes da própria empresa participando fisicamente de mutirões e ações. "Existem várias formas, mas é basicamente em produtos, financeiro ou às vezes até mão de obra. A gente vai com equipe e voluntários para ajudar nesses projetos", resume Bathke. Como o Instituto decide onde apoiar Com demandas vindas de diferentes frentes, o Instituto Verginia organiza sua tomada de decisão em mecanismos distintos, dependendo da origem do pedido e do tipo de recurso envolvido: Comitê anual de leis de incentivo: reúne a diretoria para avaliar propostas relacionadas a legislações como a Lei Rouanet, a Lei do Esporte e a Lei do Idoso. Os projetos mais votados recebem a destinação de recursos. Relacionamento direto com artistas e instituições: parte relevante dos apoios nasce de contatos que procuram a empresa diretamente, apresentando projetos já estruturados. Propostas recebidas pelo site institucional: qualquer instituição pode enviar sua proposta por um formulário disponível na página da empresa, seguindo pré-requisitos estabelecidos previamente. Comitê recorrente para demandas menores: uma equipe menor avalia periodicamente pedidos de doação e apoio pontual que chegam com frequência ao longo do ano. Os critérios que orientam essas decisões incluem aderência ao propósito da empresa, relevância social do projeto, viabilidade prática e disponibilidade orçamentária. Fachada do Hospital Pequeno Príncipe transformada em mural, com personagens e cenários inspirados nos desenhos das crianças atendidas pela instituição. Complexo Pequeno Príncipe O que diferencia isso de uma doação pontual Uma pergunta recorrente sobre iniciativas desse tipo é o que, de fato, separa um instituto estruturado de uma simples doação de produto. Para Bathke, a resposta está na continuidade e no acompanhamento de longo prazo. "O Instituto organiza o processo com governança, critérios, comitês, acompanhamento e continuidade. Em muitos casos, há novas fases de pintura, revitalizações futuras e relacionamento de longo prazo com a instituição", afirma. Como pintura é, por natureza, um serviço que demanda manutenção periódica, esse acompanhamento se traduz em fases seguintes de apoio, especialmente em instituições onde o Instituto já atuou anteriormente. Um propósito que dialoga com o negócio Bathke conecta a atuação do Instituto ao propósito declarado da empresa. "Estamos aqui para gerar bem-estar a todos os colaboradores, a nossos clientes e à comunidade onde estamos inseridos", afirma. Esse raciocínio ajuda a explicar por que a companhia mantém, ao longo de décadas de atuação no mercado de tintas, uma prática constante de apoio a instituições sociais, mesmo antes de o Instituto existir como estrutura formal. A profissionalização veio depois, mas o hábito de apoiar comunidades, escolas e, mais recentemente, hospitais, é descrito por Bathke como parte da identidade da empresa desde seus primeiros anos. Divulgação. Cor como conceito ampliado de cuidado O que essa trajetória evidencia é que a cor, no contexto de espaços de cuidado, não se resume a um efeito estético. Ela envolve também: O impacto psicológico de um ambiente colorido e acolhedor sobre pacientes, familiares e equipes; A funcionalidade prática de superfícies bem tratadas, que exigem menos manutenção e reduzem riscos de contaminação; A criação de vínculos entre pacientes e o espaço onde passam períodos de tratamento, especialmente no caso de crianças; A continuidade de cuidados com um mesmo espaço ao longo de anos, por meio de novas fases de revitalização. Para quem pensa em projetos de reforma ou revitalização de ambientes de saúde, educação ou convivência, entender essa combinação entre cor, técnica e propósito pode ser um ponto de partida relevante, seja para planejar uma parceria institucional, seja para escolher soluções mais adequadas às exigências de espaços de grande circulação e cuidado. Soluções técnicas da Tintas Verginia, incluindo linhas voltadas à durabilidade, higienização e acabamento adequado para ambientes que exigem cuidados especiais, estão disponíveis no site oficial da marca, em https://www.tintasverginia.com.br.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/tintas-verginia/tendencias-e-inspiracoes/noticia/2026/07/29/cor-vira-ferramenta-de-humanizacao-em-hospitais.ghtml


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